Só com bons salários é possível reavivar o tecido industrial


   Franquelim Alves, secretário de Estado, afirma que um industrial que dispõe apenas de mão-de-obra barata não tem qualquer incentivo para investir em novas tecnologias e, subir na escala de valor. É preciso mão-de-obra qualificada, mas que para isso tem que se pagar bons salários.
   A indústria portuguesa representa 24% do PIB, dá emprego a 833 mil trabalhadores extrativa e transformadora e pesa 24% na população empregada, abaixo dos 30% que representava em 1995. Para a reindustrialização do país é necessário a induústria procurar novas soluções, mas o Estado não deverá desviar-se ao seu papel de auxiliar o investimento.
   Sobre a produtividade, Hermínio Afonso diz: "Em Portugal temos um problema de pouco valor acrescentado bruto por capital empregue ou por trabalhador, devido, em grande parte, a métodos de trabalho pouco estruturados e não tanto ao número de horas trabalhadas por semana", referem os relatores, no estudo. "Numa fábrica automatizada, com 20 ou 30 trabalhadores a gerir linhas de produção, o valor acrescentado por trabalhador é elevadíssimo. Mas se eu tenho um conjunto de máquinas relativamente obsoletas, em que há uma componente de mão-de-obra intensiva, é evidente que o valor acrescentado por hora trabalhada é muito menor".


http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO124496.html

                                                                                                                                                O grupo

1 comentário:

  1. O facto de aumentar os salários fará com que os trabalhadores produzam mais?
    A nosso ver, é um factor que ajuda a que os trabalhadores atinjam um nível de produtividade maior, no entanto não concordámos que haja uma relação directa entre maior salário e maior valor acrescentado, pois para este aumento será necessário que as organizações em Portugal reformem as suas estruturas de forma a que criem um apoio mais consistente aos trabalhadores.

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