Perspectiva Universal:
A
perspectiva Universal tem como principal aspecto a sua simplicidade na análise
de Gestão de Recursos Humanos. As práticas desta gestão são caracterizadas por
demonstrarem a capacidade de melhorar o desempenho organizacional e por poderem
ser generalizadas. Foca-se em assuntos orientados para o reforço das
habilitações dos trabalhadores, por exemplo: remunerações variáveis, diferentes
métodos de recrutamento e selecção, avaliação de desempenho, trabalho em equipa
e incentivos de trabalho. Apresenta uma visão sub-funcional, analisa certas
políticas que estão relacionadas com o desempenho nas organizações (exemplo:
remunerações) e ainda analisa boas práticas para potencializar o sistema de
trabalho. Algumas pessoas criticam este modelo por falta de fundamentos
teóricos.
As
pessoas que trabalham nas organizações são vistas como principal capital, são
consideradas valiosas “armas” que, uma vez que possuem habilitações, podem
levar uma empresa a ter um maior nível de desempenho.

Perspectiva Contingente:
Este
modelo introduz a relação entre diferentes variáveis importantes numa
organização, assim como a interactividade.
A
relação entre variáveis dependentes (técnicas administrativas, por exemplo) e
independentes (factores ambientais) que existem nas organizações são possíveis
de se relacionar, e são nomeadas de variáveis contingentes. Não se considera
uma relação de causa e efeito mas sim uma relação funcional entre elas.
Tornam-se factores que permitem a conexão entre gestão de RH e o desempenho, e
ainda a existência de boas práticas que levam a um óptimo desempenho da empresa
em qualquer circunstância.
Podemos
agrupar as relações de contingência propostas em três grupos:
1.
Variáveis
estratégicas: papel contingente é explicado pelas práticas que contribuem para
as práticas de RH, que dependem directamente de como se encaixa nas estratégias
de negócio. Desde modo, estratégias são meios de interacção.
2.
Variáveis
organizacionais: como o tamanho da empresa, tecnologia ou estrutura, políticas
internas de relação.
3.
Factores
externos que envolvem a organização: competitividade, macro economia, contextos
de trabalho.
Algumas
teorias contingentes foram propostas a encontrar o equilíbrio entre estratégia
de negócios e estratégia de gestão de Recursos Humanos. Por outro lado, a visão
dos recursos e das capacidades não são só utilizados na análise do equilíbrio,
mas também para introduzir a relação recíproca entre aspectos humanos e a
formalização de estratégias da organização.
O poder das
relações é introduzido como um factor de contingência. A perspectiva
Contingente é um desenvolvimento da Universal.

Perspectiva Configuracional:
Esta
perspectiva contribui para a explicação da estratégia de Recursos Humanos como
uma ajuda para aspectos internos da função, proveniente da análise de uma
integração conjunta dos elementos que a constroem.
Um sistema
de gestão de Recursos Humanos é definido como um multidimensional de sectores
elementares que são combinados de diferentes formas para obter diversas
configurações possíveis. Em algumas delas, pesquisadores conseguem extrair
padrões de gestão que representam possibilidades ideias para a gestão de
Recursos Humanos. O sistema não tem que ser consistente com o ambiente e
condição da empresa mas, também, internamente coerente.
As relações
entre padrões configuracionais e o desempenho organizacional não é linear,
desde a interdependência das práticas que multiplicam ou dividem o efeito de
combinação.
A
perspectiva Universal e Contingente estão abertas, de modo a que as funções de
Recursos Humanos podem ser analisadas com um sistema complexo e interactivo.
Contudo, a perspectiva configuracional reconhece a importância de modelos
contingentes que são definidos sob o princípio de igualdade, que leva a
possibilidade de atingirem os mesmos objectivos de negócios com diferentes
combinações de políticas que podem ser igualmente eficientes para a organização
e, também pela rejeição do objectivo universal de encontrar melhores práticas.
Para
explicar a dinâmica interna de funções da gestão de RH, esta perspectiva
baseia-se principalmente em métodos que permitem a definição de padrões de
gestão, como análise de grupo, análises de factores ou estabelecer ligações a
nível emocional.

Perspectiva Contextual:
Propõe um
importante ponto de vista na análise da sociedade para a gestão de Recursos
Humanos. Introduz uma global e descritiva explicação sobre um modelo mais
amplo/alargado, aplicado a diferentes ambientes abrangendo particularidades de
conteúdos. Alguns autores argumentam que é necessário expandir o conceito de
Sociedade de Gestão de Recursos Humanos para assim poder oferecer uma
explicação complexa, não só de como é o seu trabalho interno e como é que se
pode reforçar os seus objectivos de negócio serem atingindo, mas também da sua
influência no exterior e o contexto da organização em que decisões de gestão
são tomadas.
Este modelo
propõe uma explicação que ultrapassa o nível organizacional e integra a função
num quadro micro social que cada um interage.
As
estratégias não são só explicadas pela sua contribuição para o desenvolvimento
da organização, mas também sobre a influência destas em outros aspectos
internos da organização, assim como os seus efeitos no ambiente externo.
A mudança
de perspectiva proposta pelo modelo Contextual torna-se basicamente evidente na
reconsideração de 3 aspectos da Sociedade para a gestão de RH: a natureza dos
recursos humanos; o nível de análise; e os “actores” implícitos nas funções da
organização.
A
reconsideração da natureza dos RH influencia a posição desta função dentro da
empresa. Deste modo, RH é uma função que não é mais da exclusiva
responsabilidade de pessoal especialista mas passa a alargar para o resto dos
gestores.
Avaliando o
nível de análise, o modelo contextual propõe uma oportunidade, integração da
gestão de Recursos Humanos no maior ambiente em que este é desenvolvido.
É
reconsiderado os “actores” que participam nas funções de Recursos Humanos visto
que é considerado um importante passo estratégico denominado por “múltiplo
quadro das partes interessadas”. É um quadro em que está estabelecido aspectos
importantes em consideração para a formulação e implementação de estratégias de
recursos humanos. Estes aspectos importantes podem ser internos e externos. A
mutualidade de interesses é considerada um requisito necessário para a
manutenção da posição da empresa a longo termo.

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