"Ouvir, ouvir e ouvir"

" É caso para perguntar: só na actual conjuntura? E só nas Empresas? As empresas e não só, detém hoje um enorme capital: os seus recursos humanos. Por mais voltas que se dê, por mais tentativas de encontrar qualidades em marcas e negócios, são as pessoas que fazem a empresa.

A sua dedicação, o seu tempo, o seu conhecimento são recursos valiosos e que merecem ser rentabilizados. Sabemos de antemão e de variadíssimos conceitos que "gerir ideias" serve para identificar, promover e implementar diferentes ideias, que criem valor, nos seios das organizações. Este é hoje um pilar de qualquer gestor que se preze, no seu dia-a-dia.
Neste "processo" importa, por isso, criar mecanismos de eficácia internos. Isto leva-nos a algumas características das pessoas. Por exemplo, a timidez associada ao receio de errar. Muitos são os que por vergonha não exprimem pontos de vista sobre melhorias a introduzir na organização em que colaboram. Dir-me-ão que hoje está esbatido este problema através de sistemas electrónicos de gestão de ideias. Correcto.
Aliás, Portugal tem empresas que dispõem de sistemas de enorme valor nesta temática. Casos de sucesso que espelham bem a nossa qualidade. Casos que já chegaram a outros países e são exemplos de internacionalização.
Mas gerir ideias é muito mais que uma plataforma colaborativa. Gerir ideias é também ter a capacidade de compreender e conquistar os colaboradores. Não é apenas o carro, o valor monetário ou o vale de compras. É o trato humano que leva a uma eficaz gestão de ideias. É nas empresas, bem como no Estado, sim, o Estado onde habitam os "mal-amados" funcionários públicos, pessoas que conhecem a máquina por dentro. Será que também aí não deveria existir um sistema capaz de integrar opiniões e sugestões de pessoas, que vêm passar governos e que também são válidas?
Gerir ideias é liderar, é envolver, é ouvir. E que falta faz a muito gestor, patrão e líder político ouvir ao seu redor. Ouvir o seu colega de administração ou ministro, ouvir o seu assessor ou o seu motorista, ouvir quem seja arrojado ou enfadonho. Ouvir para pensar para depois sim, justificar o seu salário e executar. "

Diogo Agostinho,Economista
Jornal Económico
                                                                                                              O grupo.

2 comentários:

  1. Neste texto é perfeitamente visivel que algo não está certo na gestão das nossas organizações.
    Na nossa opinião os recursos humanos de uma organização são uma das mais importantes peças do "puzzle", e por esse mesmo motivo as pessoas devem ser tratadas como tal, terem o direito de opinar sobre os diversos temas em debate, ajudar nas soluções, basicamente querem ser ouvidas, o que não acontece na maioria das organizações.
    Saber ouvir em determinadas situações é ainda mais importante do que saber falar.

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  2. Saber ouvir é uma peça fudamental em qualquer empresa. Mas, infelizmente isto não é muito adoptado actualmente. As pessoas são de facto o motor da empresa e este motor precisa de cuidados de vez em quando. É preciso saber cuidar dele para obter o máximo rendimento. Com isto, pretendemos referir que o gestor de qualquer empresa deve dar atenção às pessoas que trabalham com ele e dar valor à opinião e às ideias delas. Isto vai gerar, além de melhor ambiente de trabalho, conseguir um desenvolvimento tanto funcional como até. No relacionamento funcionário/gestor e funcionário/empresa.

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